Sejamos parceiros de luta

É preciso unir forças. Em um país onde a saúde e a educação são duas bases tão importantes e ao mesmo tempo tão pouco reconhecidas, é preciso que as classes estejam unidas para garantir um bom plano para o futuro. No setor de vacinação precisamos ainda mais deste espírito de parceria para que possamos, além de trabalhar com força e dedicação em meio a uma comunidade justa, prover qualidade de vida e saúde à população.

A rede privada de clínicas de vacinas vem enfrentando muitos desafios que só poderemos superar se realmente estivermos lado a lado nesta batalha. Somente nos últimos meses passamos por crises diversas que vão desde a ausência injustificada de vacinas para reposição de nossos estoques, a falta de controle e gestão das doses que as tornam insuficientes para atendimento nacional, até a flexibilização das leis que, agora, permitem que qualquer estabelecimento de saúde faça vacinação.

Na última semana, inclusive, mais uma crise chegou até nosso setor por meio da exposição de casos fraudulentos de clínicas irregulares que contribuem para negativar a nossa imagem. As reportagens em rede nacional sobre a clínica em Novo Hamburgo que fraudava o sistema de vacinação expondo seus clientes a riscos e doenças, devem servir como um sinal de alerta para que nós nos fortaleçamos e nos posicionemos diante do mercado e de todos os nossos consumidores.

A ABCVAC está atenta para garantir a integridade e a competitividade de seus associados marcando presença em audiências públicas, reuniões de negociação com o governo, com laboratórios e também colocando-se à disposição da imprensa para representar a classe esclarecendo o papel das clínicas privadas e informando sobre as dificuldades e as verdades que circundam este setor.

Mas uma associação forte depende da participação de todas as clínicas, independentemente de seu tamanho e de sua expansão. Precisamos aprimorar nossas diretrizes e alinhar nossas necessidades. Somente assim conseguiremos minimizar os impactos e a insegurança que foi causada no sistema nacional de vacinação.

Geraldo Barbosa, presidente da ABCVAC

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