Reunião discute requisitos para serviços de vacinação

A Anvisa realiza hoje uma reunião pública para falar sobre o texto de uma Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) que tratará do funcionamento dos serviços de vacinação. O evento acontecerá às 14h, no auditório da Agência, em Brasília. Quem não puder comparecer poderá acompanhar por meio de transmissão online pelo link https://join-noam.broadcast.skype.com/anvisa.gov.br/5d582ed173e343b490d806439e782e01.

Segundo a agência, o objetivo da reunião é ouvir novamente aqueles que precisam se adequar às medidas contidas na RDC. A Resolução trata de requisitos necessários para o funcionamento de estabelecimentos de vacinação, como infraestrutura, recursos humanos, gerenciamento, entre outros.

Para a ABCVAC, alguns problemas podem ser agravados com a proposta de regulamentação feita pela Anvisa, principalmente no que diz respeito a assistência à saúde, que poderá se tornar fragilizada, devido a falta de estrutura das farmácias para o atendimento ao previsto na consulta pública da Anvisa.

“Também haveria uma ampliação dos riscos sanitários, considerando o modelo proposto na consulta pública, devido à falta de estrutura das farmácias para o atendimento ao previsto na consulta pública da Anvisa”, diz Barbosa. Ele explica que a ausência de pessoal qualificado e infraestrutura de armazenamento e uso das vacinas é um ponto que precisa ser muito discutido. “Para que as vacinas cheguem aos clientes com qualidade, é necessário que sejam obedecidas todas as normas de conservação que se faz através da cadeia de frio, a qual vem desde o fabricante até a sala de vacina das clínicas”, explica o porta-voz da entidade, Geraldo José Barbosa, presidente da ABCVAC.

A falta de retaguarda assistencial em caso de eventos adversos é a principal preocupação para a população. “Nenhuma vacina está totalmente livre de provocar eventos adversos, apesar do aprimoramento dos processos utilizados em sua produção”, diz o porta-voz, lembrando que a administração de vacinas é um procedimento médico/de enfermagem.

Segundo a ABCVAC, é preciso cautela, pois ao invés de permitir mais acesso, a medida pode fazer com que pacientes deixem de ir à postos de vacinação e clínicas especializadas, que estão preparados exclusivamente para prestar o serviço, bem como orientações.

A ABCVAC busca, ainda, a regulamentação do setor privado de serviços assistenciais de vacinas, caracterizando-os como centro de referência.

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