Palestra ensina empresários a se diferenciarem em um mercado competitivo

Temos que entender que nenhum de nós é melhor do que todos nós juntos e que estamos todos do mesmo lado, disse Humberto Massaretto

Dando sequência à programação do primeiro dia do II Congresso de Clínicas de Vacinas, o tema “Inovação: Como se diferenciar em um mercado competitivo” foi abordado pelo consultor e professor Humberto Massaretto.

Em uma palestra dinâmica, bem humorada e interativa, ele frisou que inovar é transformar novas ideias em resultados. “Inovação é quando a nossa ideia aumenta as nossas receitas, ou diminui as despesas”, explicou, exemplificando que 84% das inovações no mundo são incrementais, ou seja, é aquela em que o novo produto ou serviço incorpora alguns novos elementos em relação ao anterior, sem que, no entanto, sejam alteradas as funções básicas do produto, e que essas geram 30% de lucro.  Já as inovações radicais – completamente diferente de qualquer uma que veio antes, como a lâmpada ou o telefone – trazem 70% de lucro, porém, demoram mais e são mais onerosas.

Falando especificamente da área da saúde, o especialista apontou a lista das 10 maiores inovações médicas para 2018, segundo a Cleveland Clinic, um centro médico acadêmico sem fins lucrativos, que oferece atendimento clínico e hospitalar e é líder em informações de pesquisa, educação e saúde no estado de Ohio, EUA. São elas:

  1. Sistema de entrega de insulina de alça fechada híbrida
  2. Neuromodulação para tratar a apneia obstrutiva do sono
  3. Terapia genética para doenças retinianas herdadas
  4. Redução sem precedentes do colesterol LDL
  5. O surgimento da saúde à distância
  6. Plataformas de Vacina de Próxima Geração (10ª posição em 2015)
  7. Arsenal de terapias de câncer de mama direcionadas
  8. Recuperação aprimorada após cirurgia
  9. Monitoramento centralizado de pacientes hospitalares
  10. Refrigeração no couro cabeludo para redução da perda de cabelo induzida por quimioterapia

Segundo Massaretto, as inovações devem ser implementadas em três fases: o que fazemos muito bem? O que podemos fazer melhor? E o que faremos daqui a 5 anos? “Algumas práticas podem nos ajudar a chegar nessas respostas”, disse. “Temos que entender que nenhum de nós é melhor do que todos nós juntos e que estamos todos do mesmo lado”, frisou.

Ainda para o empresário o foco na experiência do cliente  deve ser um grande ponto de atenção e o estabelecimento de parcerias estratégicas com os laboratórios.

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